por JACKSON LIMA
Ney de Souza! Quantas vezes assinei material jornalistico no estilo dupla com o Nei de Souza ou Neizinho. Trabalhamos juntos na Gazeta do Iguaçu e fomos a tantos lugares: Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Argentina, interior do Paraná e sempre assinava Jackson Lima com fotos de Ney de Souza.
A última vez em que fizemos uma viagem juntos durou uma semana entre Foz e Curitiba em um RoadShow - viagem de divulgação turistica para a Agência de Notícias da Prefitura de Foz do Iguaçu. Fiz até um blog na época para colocar o material. Pois é o Ney faleceu no dia 8 deste mês em Cascavel. Me sinto triste e algumas vezes me pego com vontade de chorar. O Ney é tão especial que ele é uma daquelas pessoas pelas quais eu não consigo chorar.
Quando eu estou triste parece que eu escuto a voz dele me chamando: Olá Negrón! Ou quando ele me apresentava e dizia: "este é um negro de alma branca! Só para escutar o que eu dizia em resposta. Como fotógrafo Ney fotografou muita gente famosa e sempre em dupla comigo: corremos juntos para fotografar a Ladi Di, o Helmut Kohl, Secratário geral da ONU, Boutros Boutros Ghalli e outros. Ele olhava de longe e sabia que eu ia fazer besteira do tipo furar a segurança para fazer uma pergunta e no outro dia, a foto estava lá. Desejo ao colega um bom caminho. Que siga a luz!
NEI SOBRESALE ENTRE LOS GRANDES. Al promediar la última década del siglo pasado, cada vez que entregaba mis materias para el cuaderno Folha da Amizade, esperaba verlo. Aquellos años fueron para mí una verdadera bendición, porque aprendí mucho de mis colegas de Brasil, en especial de quienes integraban la redaccíón de Folha de Londrina en Foz. Todas y todos fueron importantes y enriquecieron mi tambaleante trayectoria profesional.
Sin embargo yo siempre esperaba encontrarme con "el petiso". Su presencia iluminaba el espacio donde ingresaba, precedido por su lente siempre listo, para detenerse unos minutos a apreciar con gestos y palabras gentiles las páginas que durante cinco años me ofreció ese jornal.
Alguien lo describió como un fotógrafo "sensible". No hay mejor adjetivo para definir su particular manera de ver. Su sensibilidad lo distinguía y las palabras sólo debían de seguir el camino de sus imágenes para garantizar la mejor materia.
Ahora comprendo lo mucho que me perdí de él. Seguí encontrándolo de vez en cuando, entre esos tumultos de jornalistas que procuran la noticia. Lo encontré cada vez que lo busqué, pero no fue suficiente.
Bajito como es, Ney sobresale entre los grandes. Su cámara y su sonrisa continuarán disparándose en cada momento lindo que nos toque compartir a los hermanos y colegas de nuestra región, aún en el desorden y los apuros, yo buscaré la señal, el rumbo que Ney de Souza marcaba con sus gestos afectivos y solidarios.
Con respeto, deseo acercar mi sentida condolencia a familiares y seres queridos.
Fraternalmente, claudio salvador
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